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Como identificar e tratar ansiedade em crianças e adolescentes

Da Redação
13 de Julho de 2021


Crédito: Imagem de Med Ahabchane por Pixabay
Como identificar e tratar ansiedade em crianças e adolescentes

A ansiedade em crianças e adolescentes pode se manifestar de diversas maneiras. Muitas pessoas sentem sintomas físicos, como taquicardia, respiração acelerada e falta de sono. Há também incômodos cognitivos, como a dificuldade de concentração e perda de memória, que acabam refletindo diretamente no rendimento escolar dos jovens.

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Ansiedade em crianças e jovens

“A pandemia trouxe uma série de perdas, além das mortes de pessoas queridas”, explica Felícia Szeles, pedriatra. “Aulas online, encontros virtuais, falta de interações pessoais, impossibilidade de contatos com amigos e familiares que não moram na mesma casa. Isso tudo gera uma ansiedade além do normal, podendo afetar a vida de crianças e adolescentes por um bom tempo ainda pós-pandemia”, completa.

Do ponto de vista físico, a ansiedade que não é controlada pode acarretar uma série de doenças, como dores de cabeça crônicas, obesidade, vícios (principalmente em jogos), depressão e insônia. “As emoções também podem ser impactadas. A infância e adolescência são fases que pedem muito estímulo social para o desenvolvimento cognitivo. Por isso, um dos grandes desafios dos pais é adaptar ao máximo as situações e sempre falar sobre sentimentos e emoções, para que os filhos consigam identificar melhor o que sentem”, diz a especialista.

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Indícios de que a criança ou o adolescente está com ansiedade:

  • Dificuldade para dormir ou excesso de sono;
  • Tontura;
  • Boca mais seca;
  • Mãos geladas;
  • Irritabilidade;
  • Tédio;
  • Falta de interação social;
  • Baixa no rendimento escolar;
  • Dificuldade para expor sentimentos.

“Se notar algum desses sintomas ou comportamentos diferentes no seu filho, converse imediatamente com o pediatra para que possam ter um diagnóstico mais assertivo e começar a cuidar de forma breve”, diz Felícia. “Os tratamentos podem variar desde pequenas mudanças de rotina até terapia e remédios”, completa.

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Como ajudar?

  • Dialogar sempre e sobre todos os assuntos;
  • Esteja presente no dia a dia de seu filho;
  • Permita, quando possível, o retorno à escola presencialmente (seguindo todas as medidas de proteção contra a covid-19);
  • Estimule a prática de atividade física e o retorno aos esportes, também seguindo todo protocolo de prevenção;
  • Tenha uma rotina saudável, com horários para estudos, esporte, lazer, uma alimentação balanceada e, principalmente, uma boa noite de sono. A rotina é super importante para o controle da ansiedade.

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