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Quem fica e quem sai na Seleção de Ancelotti rumo a 2030

Quem fica e quem sai na Seleção de Ancelotti rumo à 2030

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A queda diante da Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 encerrou de forma abrupta o sonho do hexa e abriu, no mesmo instante, o ciclo mais delicado da Seleção Brasileira em décadas. A CBF optou pela continuidade no comando técnico e pela ruptura no elenco, uma combinação que promete redesenhar quase por completo o time que vai disputar o Mundial de 2030. Entre veteranos que se despedem, remanescentes que sustentam a transição e jovens que ganham espaço, o raio-x da reformulação já tem contornos claros.

O futuro da Seleção desperta a atenção de torcedores e admiradores do futebol em todo o mundo, mas também de quem acompanha o esporte de olho nos prognósticos. Entender quais jogadores permanecem, quem perde espaço e quais jovens podem assumir o protagonismo é uma informação valiosa para os usuários das melhores casas de apostas do Brasil, ajudando a avaliar com mais clareza o desempenho da equipe nos próximos torneios.

A eliminação que expôs o limite de uma geração



O Brasil foi eliminado no dia 5 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. A derrota por 2 a 1 veio com dois gols de Erling Haaland, marcados aos 34 e aos 44 minutos do segundo tempo, e com um pênalti desperdiçado ainda na primeira etapa por Bruno Guimarães, defendido pelo goleiro Nyland. Foi a pior campanha brasileira desde 1990, quando a Seleção também caiu nas oitavas, diante da Argentina. O tamanho do revés fica mais evidente na tabela final do torneio. O Brasil encerrou o Mundial na 11ª colocação, igualando sua segunda pior campanha na história da competição, algo que não acontecia desde 1966, na Inglaterra. A equipe chegou ao torneio com a maior média de idade de sua história em Copas, número que oscila entre 28,7 e 29,6 anos conforme o critério adotado por cada levantamento, mas que em todas as versões aponta para o mesmo diagnóstico: uma aposta pesada em experiência que não se converteu em resultado.

Ancelotti fica até 2030 com poder total sobre a lista

Apesar do fracasso, a CBF confirmou Carlo Ancelotti no comando até a próxima Copa. O coordenador de seleções Rodrigo Caetano reforçou que o novo ciclo é com o treinador italiano e que caberá a ele escolher os atletas que estarão no próximo Mundial. A leitura interna é que o italiano teve pouco mais de um ano de trabalho antes de 2026 e agora terá, pela primeira vez, um ciclo completo de quatro anos. A comissão técnica, no entanto, já registrou a primeira baixa. O auxiliar Davide Ancelotti, filho do treinador, deixou o grupo para assumir o comando do Lille. Outros nomes seguem indefinidos. A permanência do próprio Rodrigo Caetano na estrutura da CBF ainda não está garantida, mesmo com o dirigente participando do planejamento, e a situação de Taffarel também aparece em aberto.

O novo ciclo começa na Austrália em setembro


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Os trabalhos do departamento de futebol masculino serão retomados no início de agosto, após um recesso de cerca de 20 dias, e o calendário internacional muda: em vez de duas janelas separadas, haverá um único período de concentração entre 21 de setembro e 6 de outubro. A mudança dá a Ancelotti mais tempo de treino, algo que ele cobrava desde a chegada ao cargo.  Os primeiros compromissos do ciclo serão dois amistosos contra a Austrália, nos dias 25 e 29 de setembro, em Townsville e Brisbane, e a CBF trabalha para confirmar um terceiro jogo no período, provavelmente na Ásia, com Singapura como destino mais provável. Essa primeira convocação funcionará como termômetro real da reformulação, já que ali aparecerão os nomes escolhidos para abrir a caminhada rumo a 2030.

Neymar encerra a trajetória com o recorde de gols

O nome de maior peso simbólico da despedida não deixa margem para especulação. Autor do único gol brasileiro, em cobrança de pênalti nos acréscimos, Neymar deixou o gramado em lágrimas e resumiu o momento em poucas palavras, dizendo que tentou, que agora acabou e que começou e fechou no mesmo lugar. A frase remete ao MetLife Stadium, palco de sua estreia pela Seleção em 2010, contra os Estados Unidos. O camisa 10 encerra a passagem pela equipe principal com 130 partidas oficiais, 80 gols e 59 assistências, deixando a Seleção como o maior artilheiro da história do Brasil pelos critérios da FIFA, à frente de Pelé. Foram quatro Copas do Mundo sem o título que perseguiu a carreira inteira.

Os veteranos que saem de cena

A queda para a Noruega deve marcar o fim de ciclo de pelo menos dez jogadores com 32 anos ou mais. No gol, a renovação tende a ser total, envolvendo os três convocados: Weverton, aos 38 anos, Alisson, aos 33, e Ederson, aos 32. Na defesa e nas laterais, despedem-se nomes como Danilo, Alex Sandro e Douglas Santos, enquanto Marquinhos, capitão da equipe, vê a permanência ficar em dúvida pela idade, ainda que possa ser mantido por algumas convocações para orientar os mais jovens. No meio-campo, a saída de Casemiro e de Fabinho encerra mais de uma década de proteção à zaga. O futuro do volante já está definido. O Inter Miami anunciou a contratação de Casemiro no dia 22 de julho, com o jogador chegando livre no mercado após o fim do vínculo com o Manchester United. A negociação, tratada durante a própria Copa do Mundo, virou alvo de uma investigação aberta pela MLS por suposta irregularidade envolvendo os chamados Discovery Rights, que pertenciam ao LA Galaxy.

Quem sustenta a transição

Vinícius Júnior segue como referência técnica indiscutível e chegará a 2030 com 29 anos. Ele foi o grande destaque brasileiro na fase de grupos, com quatro gols em três jogos, mas não voltou a marcar no mata-mata. Bruno Guimarães, apesar do pênalti desperdiçado, aparece como possível liderança do vestiário. Raphinha e Gabriel Magalhães completam a faixa de transição, com 32 ou 33 anos na próxima Copa, o que torna a manutenção do alto nível técnico uma condição para seguir nos planos.

A nova geração que desponta

No ataque, o eixo passa por Endrick, Rayan e Estêvão, que ficou fora do Mundial de 2026 por lesão, ao lado de Gabriel Martinelli, Rodrygo e João Pedro. Na defesa, o principal nome é Vitor Reis. O zagueiro voltou ao Manchester City após um empréstimo de destaque ao Girona, esteve na pré-lista de 55 nomes da Copa e terá 24 anos em 2030. Murillo, do Nottingham Forest, aparece como alternativa. No meio-campo, ganha destaque Breno Bidon. O CIES Football Observatory colocou o volante do Corinthians entre os maiores prospectos da Seleção, em segundo lugar no levantamento, atrás apenas de Rayan. Andrey Santos e João Gomes completam o setor.

As laterais seguem como a maior fragilidade. Wesley, da Roma, é o favorito à direita e chegou a ser o titular projetado para 2026. Ele foi cortado no dia 7 de junho, após exames apontarem lesão no músculo adutor da coxa esquerda sofrida contra o Egito, e teve como substituto o volante Éderson, da Atalanta. À esquerda o cenário permanece aberto, com Kaiki Bruno entre as opções observadas. No gol, surgem Bento, Hugo Souza, Carlos Miguel e o jovem Léo Nannetti. Vale a precisão: o goleiro de 18 anos ficou conhecido ao defender duas cobranças de pênalti na conquista da Copa Intercontinental Sub-20 pelo Flamengo, em agosto de 2025, um título de clubes, e não uma conquista da Seleção na categoria.

O peso do jejum até 2030

Há um número que resume a urgência da reformulação. Em 2030, o Brasil completará 28 anos sem título mundial, o maior intervalo de sua história desde o penta de 2002. Ancelotti terá quatro anos e uma liberdade de escolha que nenhum treinador brasileiro recente teve para tentar interromper essa conta. E você, apostaria em uma renovação gradual ou faria a limpa completa já na convocação de setembro?



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