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Projeto leva 36 toneladas de doações a indígenas da Amazônia

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O agravamento da covid-19 acendeu alertas na região Norte do País e fez com que o Greenpeace Brasil e organizações parceiras retomassem o projeto Asas da Emergência. A rede de solidariedade, formada em 2020, mais uma vez se mobilizou para melhorar as condições de enfrentamento à pandemia das populações indígenas da Amazônia.

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Em dois meses, o projeto realizou 39 voos e entregou 36 toneladas de doações a populações indígenas em diferentes regiões da Amazônia. Entre equipamentos hospitalares, cilindros de oxigênio, materiais de limpeza, higiene, água e alimentos, mais de 20 cidades da região Norte foram alcançadas. Entre elas, Rio Branco, no Acre, estado que tem sido atingido tanto pela covid-19 quanto pelas enchentes e o surto de dengue.

O projeto é desenvolvido em parceria com as organizações indígenas Coiab (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira) e Foirn (Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro), que ajudam a mapear as áreas em situação de emergência em diferentes localidades. Essa rede de solidariedade ainda conta com a parceria de diversas iniciativas, como Expedicionários da Saúde (EDS), Amazon Watch, Projeto Entrega, SOS AM, Instituto Socioambiental (ISA), Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), Aliança Covid-Amazonas, Respira Amazonas e União Amazônia Viva.


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Segundo o coordenador de Territórios e Recursos Naturais da Coica, Toya Manchineri, o Asas da Emergência tem dado a possibilidade para que as organizações indígenas possam atender povos indígenas de territórios mais distantes da Amazônia. “A Terra Indígena Yanomami, por exemplo, só é acessível de avião, e nós só alcançamos aquele local com voos fretados, que são custosos. Por meio do projeto, fizemos o transporte de alimentos e equipamentos que vão integrar as unidades de atenção primária, que dão o primeiro suporte para os parentes. A iniciativa tem sido muito útil por permitir dar apoio e assistência aos nossos irmãos que estão em locais mais distantes”, afirma.

“No ano passado foram muitos os esforços para proporcionar melhores condições de enfrentamento à pandemia pelos povos indígenas na Amazônia. Com as primeiras notícias do sufocamento de Manaus (AM), a rede de solidariedade buscou se mobilizar mais uma vez. Tornamos novamente a atuação do projeto uma prioridade da organização. Nesse cenário dolorido e de incertezas que estamos vivendo, sem clareza de quando a população estará de fato imunizada e protegida, a sociedade civil segue se organizando para fazer o que está ao seu alcance para apoiar quem mais precisa”, conta Iran Magno, porta-voz do Greenpeace.



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