Projeto ajuda refugiados a ter uma nova vida no Brasil

Beatriz Ceschim
23 de Janeiro de 2020


Crédito: Dimitri Houtteman on Unsplash

Vida nova, casa nova, emprego novo para mais de oito mil venezuelanos que chegaram ao Brasil no último ano. É esse o resultado de mais de 18 meses de trabalho desenvolvido pelo projeto Brasil do Bem. A iniciativa busca oferecer aos refugiados um programa de interiorização através da sociedade civil organizada. Por meio do projeto, são criadas oportunidades para que as pessoas que chegam no País reconstruam suas vidas e tenham acesso à moradia, alimentação, saúde e renda.

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O projeto é liderado pelo empresário Carlos Wizard já auxiliou – em parceria com líderes empresariais, comunitários e religiosos. Por se sensibilizar com muitas famílias que chegam ao País via Roraima com crianças portadoras do TEA (Transtorno do Espectro Autista), Carlos, que é pai de filho autista, criou um grupo de apoio aos refugiados portadores do transtorno e suas famílias.

A iniciativa trabalha em conjunto com a terapeuta ocupacional Amanda Vilela, uma especialista na área, que realizou um estudo de caso com mais de 100 famílias com filhos autistas. Segundo Amanda Vilela, “essas famílias cruzam a fronteira e chegam ao Brasil sem qualquer orientação de como lidar com o autismo. A maioria dessas crianças eram ignoradas em seu país de origem”, afirma.

A especialista trabalha com terapias e óleos essenciais que estimulam o desenvolvimento cognitivo dos pequenos. De acordo com ela, “90% das crianças demonstram melhora na capacidade de concentração e fortalecem os laços afetivos logo no primeiro mês de tratamento”. Graças ao projeto, eles recebem acompanhamento semanal online sob a supervisão dos pais.

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