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ONG combate a exploração sexual de meninas e mulheres nas periferias

Da Redação
12 de Maio de 2021


Crédito: Photo by Bruno Thethe on Unsplash
ONG combate a exploração sexual de meninas e mulheres nas periferias

Vítima da pobreza, do bullying e da violência na infância, Amanda Oliveira viu sua vida mudar graças a um projeto social. Foi por meio dessa iniciativa que ela conseguiu ressignificar sua realidade e acolher a missão de educar meninas para torná-las grandes mulheres. Hoje, a empreendedora é CEO e fundadora do Instituto As Valquírias, ONG que integra a Rede Gerando Falcões. A organização dá apoio a moradoras das periferias e combate problemas como a exploração sexual.

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ONG combate a exploração sexual na periferias 

Amanda define o Instituto As Valquírias como uma “distribuidora de oportunidades” para meninas e mulheres de baixa renda. “Levar a elas educação e conhecimento sobre seus direitos tem sido uma ferramenta poderosa de combate contra a exploração sexual”, explica. “Eu não fui explorada sexualmente porque o projeto social que frequentava me ensinou sobre meus direitos”, completa.

A importância dessa atuação se intensificou durante a pandemia da covid-19. A cidade de São José do Rio Preto (SP), onde o projeto nasceu adotou restrições rígidas por conta do grande número de casos da doença. “Há anos, As Valquírias trabalha com um canal aberto de escuta, com o objetivo de ajudar essas meninas e mulheres a quebrarem o silêncio. Nesse momento de isolamento social, as queixas e pedidos de socorro aumentaram”, conta Amanda Caldas, assistente social do instituto.

Como ajudar?


Os interessados em colaborar com o trabalho da ONG As Valquírias podem realizar doações em dinheiro por meio do site da instituição.
Valores das doações: R$ 15, R$ 30, R$ 100 ou avulso.
Site oficial: http://institutoasvalquirias.com.br

O aumento de casos é somado a uma equação já problemática: segundo dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), o tráfico de pessoas faz cerca de 2,5 milhões de vítimas por ano, movimentando aproximadamente US$ 32 bilhões. A exploração sexual é a razão mais frequente para esse tipo de crime (79%).

De acordo com a Childhood Pela Proteção da Infância, o Brasil registra 500 mil casos de exploração sexual por ano. “É um problema que não escolhe classe social, mas atinge, principalmente, meninas de baixa renda”, destaca a fundadora do projeto.

A urgência que o problema exige tem sido o combustível do trabalho do Instituto As Valquírias. A ONG serve 98 mil refeições por ano e realiza sete mil atendimentos diretos e indiretos mensalmente. Além disso, ela promove 38 programas sociais nas áreas de Educação, Qualificação Profissional e Cidadania – sempre com foco em meninas e mulheres da periferia.

Mesmo com todas as iniciativas atuais, Amanda Oliveira acredita que há muito avanço a ser feito. “Os problemas enfrentados pela mulher de periferia ainda são assuntos que ninguém quer se meter. Na medida em que a sociedade fecha os olhos para não encarar essa dolorosa realidade, a demanda vai aumentando”, analisa. “As leis dos direitos humanos precisam sair do papel e essa escravidão moderna deve acabar. Fortalecer meninas para que não caiam nessa armadilha é o nosso objetivo”, finaliza.

 

 

 

 

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