Homem adota crianças com deficiência para que elas tenham uma vida melhor

Marcella Blass
20 de Abril de 2018


Crédito: Benjamin Carpenter/Acervo pessoal

Com um grande desejo de ser pai, o britânico Benjamin Carpenter se cadastrou ainda muito jovem no programa de adoções do Reino Unido. Sendo uma homem gay, ele viu no serviço uma alternativa para realizar seu sonho de ter uma grande família.

Depois de passar 4 anos convencendo a justiça de que seria um bom pai, mesmo sem um parceiro para ajudar nas responsabilidades, Benjamim recebeu a autorização para adotar Jack, de 2 anos, em 2010. Apesar de saber que o pequeno tinha uma infância complicada, foi só depois de todo o processo de adoção que ele descobriu que a criança era autistas e sofria de Transtorno Obsessivo Compulsivo.

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Foi assim que o britânico sentiu que essa era a sua grande vocação. Dar uma vida melhor e mais confortável para crianças como Jack. O pequeno, inclusive, ganhou sua primeira irmãzinha, Ruby, na época com 3 anos. A garotinha tem Síndrome de Pierre Robin, problemas de visão, escoliose e uma doença congênita que impede parte dos movimentos dos braços e mãos.

A terceira filha do paizão é meia-irmã mais nova de Ruby. Surda, a garota inspirou Benjamin a aprender linguagem de sinais e ensiná-la aos outros filhos. Tudo para que Lily se sentisse parte dessa grande família.

A última criança a ser adotada por Benjamin foi Joseph, de 1 ano, que foi abadonado pelos pais biológicos por conta da Síndrome de Down. O pequeno também tem um diagnóstico de colostomia. O que faz com que ele precise usar uma bolsa coletora de fezes e atenção praticamente 24 horas por dia.

Hoje, a família vive em uma fazenda na companhia de galinhas, gansos, patos e coelhos. Além de cuidar da sua grande família, Benjamin também ensina linguagem de sinais em escolas da região de Huddersfield e dá orientação para pais que desejam entrar em processos de adoção.

Nesse segundo caso, ele trabalha para abrir os olhos dos pais para quebrar o conceito das adorações consideradas “perfeitas” e dá o panorama das crianças com mais de 4 anos e as com necessidades especiais – que têm mais dificuldade para encontrar um lar.

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