Educação e informação podem transformar a sociedade, segundo representante religioso

Da Redação
29 de Outubro de 2018


Crédito: Visual Hunt

Os projetos sobre a liberação do porte de arma para cidadãos comuns têm sido um debate cada vez mais presente entre as pessoas. O tema é polêmico e vaga entre defender alguém ou incitar a violência.

A defesa no livre armamento pode ser uma ilusão, segundo o monge budista Mauricio Hondaku, da Ordem Shinshu Otani – Higashi Honganji. O religioso não acredita que a sociedade brasileira é ética o suficiente para portar uma arma de fogo sem a sensação de superioridade e de impunidade. Para ele, a mudança das pessoas está pauta na educação e na informação.

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Mauricio explica que basta andar pelas ruas de grandes cidades como São Paulo ou Rio de Janeiro para vermos inúmeras discussões no trânsito, incitações racistas e homofóbicas em estádios de futebol, assédios múltiplos regados a bebidas e drogas em boates. Pessoas tentando tirar vantagem da fila do supermercado, da vaga de deficientes e da ingenuidade dos mais fracos são outros comportamentos que chamam atenção.

“Adicionem uma arma de fogo na mão de cada uma das pessoas acima e imagine o que aconteceria. Não somos uma sociedade que controla o coletivo. Somos oportunistas sociais e egocêntricos que temos sempre que mostrar quem manda e quem obedece. Sempre temos o ímpeto do ‘sabe com quem está falando?’. Imagine isso com uma arma apontada para o seu nariz?”, complementa o monge.

Pensar em ter uma arma só para combater a criminalidade com as próprias mãos é um pensamento ingênuo e dual, segundo Mauricio. Pessoas mal intencionadas incomodam, mas não se pode ignorar sensações que podem existir dentro de cada um, como raiva ou fúria momentânea. Esses sentimentos podem aflorar de outra maneira caso haja uma arma na mão.

A solução, na visão do budista, é a educação para o bem coletivo. “Se quisermos consertar a mente da população temos que nivelar a educação a padrões muito mais altos. É através da informação e da prática do bem coletivo que teremos uma sociedade mais ética e justa. Não adianta esperar grandes ações e movimentações de um povo sem conhecimento”, finaliza Mauricio.

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