Crianças na internet: entidade de defesa da ética e segurança digital fala sobre o tema

Thalita Ribeiro
9 de Maio de 2018


A preocupação com o que os filhos fazem na internet é tema de discussão entre pai, profissionais e professores.  Dessa preocupação, nasceu o Instituto iStart, fundado em 2010 para trabalhar com ações voltadas para a segurança da criança no ambiente online em casa e na escola. O Busca Voluntária entrevistou a direção da entidade, que explicou um pouco sobre o tema e o trabalho que eles realizam.

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A advogada Patrícia Peck é fundadora do instituto e conta como é importante o acompanhamento dos pais nas atividades dos filhos na internet. “O celular, por exemplo, não é um brinquedo. O uso tem de estar associado a um responsável legal”, diz. De acordo com a profissional, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê que, até 13 anos incompletos, o indivíduo é considerado criança.

“Daí a importância dos aplicativos fazerem um aviso a respeito da idade mínima, que a maioria considera os 13 anos, por conta do ECA”, afirma Patrícia. A partir dessa idade, a advogada explica que a criança entra na fase de independência digital, e pode usar os dispositivos sozinha. Mas, por mais que ela tenha essa liberdade, não quer dizer que os pais não sejam responsabilizados caso o pequeno faça algo de errado na rede.

Na opinião de Patrícia, mesmo depois dos 13, é importante que os pais acompanhem o que os filhos consomem na internet. De acordo com a idade mínima prevista para os aplicativos, conteúdo adulto e de violência, por exemplo, não podem aparecem nas plataformas digitais para esse público. A advogada ainda faz um alerta: “se houver um dano contra a criança, se ela baixou um aplicativo e interagiu com um adulto [de forma errada], ou colocou um vírus no celular, os pais podem entrar na justiça contra a empresa [que fornece o serviço].”

iStart

A diretora pedagógica Cristina Sleiman conta que o movimento Escola Digital foi um dos primeiros passos do instituto. A iniciativa promove palestras e filmes relacionados ao assunto para  crianças em escolas públicas e privadas de São Paulo. “Esse início se deu sob a necessidade de fomentar discussões na sociedade sobre ética e cidadania digital”, afirma.

Já o Movimento Família Segura conta com cartilhas e conteúdos que orientam como as famílias devem tratar o assunto em casa. “E não só isso, abordamos o uso da tecnologia de forma pessoal também. O aplicativo tem bastante coisa legal”, conta Cristina.

A plataforma digital do instituto foi lançada em fevereiro de 2016 e funciona como um guia de orientação para o uso seguro da internet. Ela conta com vídeos e textos informativos sobre o tema e pode ser baixada gratuitamente para Android e iOS.

Para garantir a segurança dos pequenos na internet, a pedagoga ainda orienta que os pais se apropriem dos meios digitais para saber o que os filhos acessam online. “Por vezes, eles não têm ideia do que os filhos fazem. Os computadores, tablets e celulares trazem uma interatividade bem expressiva”, acrescenta Cristina. Para mostrar o impacto da tema, ela costuma comparar a não observação do comportamento das crianças na web com deixar um filho sozinha na rua, conversando com um estranho. E ai, vamos ficar de olho na criançada?

Serviço
Instituto iStart
Site: www.familiamaissegura.com.br
Telefone: (11) 3627-9880

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